O caso que abriu a discussão

A investigação parte de uma fatura que gerou debate na Colômbia: em 2016, a Coca-Cola pagou 607.501 pesos colombianos para captar 56 milhões de litros de água em La Calera. O valor seguia a regulamentação, mas foi considerado irrisório por autoridades nacionais e locais e colocou a Taxa pelo Uso da Água sob análise.

Vinte anos de informação incompleta

Ao revisar relatórios de 2004 a 2023, o Ministério concluiu que era impossível reconstruir quanto cada empresa ou serviço de água pagou ano a ano. Das 41 autoridades ambientais regionais, apenas cerca da metade havia enviado informações nos últimos anos; a análise terminou usando aproximadamente 41% dos dados que deveria ter recebido.

Medições e cálculos que não permitem comparar

A revisão encontrou problemas de cálculo em 69% a 99% dos relatórios, dependendo do ano. Em 2023, 24% das concessões analisadas não possuíam sistemas de medição e 53% não informaram o volume captado. Sem leituras confiáveis, a cobrança depende de estimativas e não do uso real.

O que isso significa para a Segurança Hídrica

O caso não define por si só qual deve ser a tarifa correta, mas evidencia que a informação faz parte da infraestrutura. Uma abordagem verificável da VTV registra fonte, volume, qualidade, continuidade, tratamento, energia e custos associados para comparar alternativas e avaliar cada projeto com transparência.

Este conteúdo resume e contextualiza informações da fonte vinculada. Tem fins educativos e não substitui análises laboratoriais, avaliação médica nem recomendações da autoridade competente.

Ler a investigação original no EL PAÍS
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